• Tauana Lelis

A minha visão sobre o propósito da Team Upp. Você vem comigo?

Este é um artigo de opinião de Tauana Lelis


Não é novidade para ninguém (acho) que propósito é o que nos move e minha vinda para a Team Upp tem muita relação com isso. Eu, game designer de formação, sempre atuei na área de jogos B2B, pensando nas mais diversas soluções gamificadas para empresas e estava fora desse mercado tinha um tempo. Quando soube da Team Upp, que nasceu como o braço B2B de um dos maiores estúdios de games do país, obviamente me chamou a atenção! Eu iria voltar a criar games, ajudar empresas a solucionarem seus problemas e viver em um cenário bem menos corporativo e muito mais humano.


Fazia apenas 2 meses que eu estava na Team Upp quando se começou-se a falar sobre “Porquê estamos aqui?”, “Qual nosso propósito?”.


Não é que não tínhamos um propósito bom, nós tínhamos um e era muito bom: “Transformar a relação das pessoas com seus trabalhos.” mas como dizia o Pedro (CEO da Team Upp) enquanto nos incitava a pensar: “Transformar em que?”, pois podemos transformar em algo pior e pronto.


Ainda faltava uma liga.


Com esse incômodo de que seguiu por algumas semanas, iniciamos o processo de ideação do nosso novo propósito.


O processo de ideação:

Assim como todo processo de ideação não foi fácil.


Além de a ideação em si ser um processo complexo, não é fácil definir quem nós somos. Pense agora em uma frase que te define: se você não treinou isso para responder em entrevistas e quebra-gelos de treinamento, você não sabe responder de bate pronto, e no caso da empresa também foi assim.


Após algumas árduas sessões com todo o time chegamos em três principais perguntas:

  • Como estamos nos posicionando hoje;

  • O que eu acho que define a empresa;

  • O que eu quero para os nossos clientes.


Importante ressaltar aqui o pedaço da frase que diz “com todo o time”, nosso foco era trazer a cultura de dentro, aquilo que nós queríamos que a empresa fosse e não o que a diretoria queria que a empresa fosse. Afinal, estamos falando de cultura e propósito, itens que são as pessoas que fazem acontecer.


O resultado

Realizamos as sessões de maneiras diferentes, com ideação coletiva, individual, síncrona, assíncrona e tudo mais. Levantamos um material bem rico, estávamos ali com diversas palavras, frases, tudo o que nós éramos. Mas ainda tínhamos que resumir.

Segmentamos nossas ambições e aspirações em tipos e finalmente, após muita lapidação chegamos no resultado: Acreditamos que “O trabalho pode ser mais interativo, humano e divertido.”.


E vou falar um pouco mais sobre cada item abaixo:


.Interativo:

Aqui torci o nariz... confesso... interatividade virou jargão pra EAD com cliques aleatórios, já zoei muito essa palavra, mas comecei a pensar e pesquisar e cheguei na definição de interação pelo Oxford Language.




Quando falamos de interatividade lembramos logo das ações “homem-máquina”, mas na essência da palavra está a interação entre as pessoas, o diálogo, o trato, o contato.


Olhando para a Team Upp essa interação está na nossa cultura e reflete em nossos produtos, nós acreditamos no atendimento humano, no contato com clientes e com quem utiliza nossos produtos.


Acreditamos tanto que um dos nossos principais pilares de produtos é Community Mannager. Com esse produto inspirado no relacionamento das desenvolvedoras de games com seu público (altamente engajado, diga-se de passagem) queremos engajar as pessoas a falarem conosco, com o RH e entre elas, todos nós precisamos ter voz e sermos ouvidos.


Olhando para esse lado humano, contato e comunidade a palavra “interativo” abre o nosso propósito, pois acreditamos muito em um trabalho interativo e colaborativo, onde as pessoas possam construir em conjunto, falar e serem ouvidas e encontrar no trabalho um local que gostem de estar.


.Humano

Human Centricity é o que me vem à mente quando olhamos essa palavra, a centralidade na pessoa, indivíduo, que é muito mais do que quem utiliza ou é cliente.


Quando falamos de atendimento humanizado, transformar o trabalho em humano e tudo mais, estamos expandindo a palavra literal (afinal, somos todo humanos, logo... o seu trabalho é humano até que uma máquina te substitua). Estamos falando em empatia, afeto e olhar outrem como uma pessoa além de números. Não quer dizer que não olhamos números, mas entendemos que eles são importantes pois representam pessoas e indivíduos.


Quando falamos em transformar o trabalho em mais humano, também falamos que cada empresa é única, por mais que uma parte dos desafios sejam iguais (aquela velha frase de que só muda de CNPJ), os desafios de uma equipe de vendas do varejo são diferentes da área de tecnologia uma BigTech, que são diferentes de uma área de negócios. Aqui falamos sobre olhar cada desafio como único, procurando a melhor solução e não uma solução única para todos, pois cada empresa tem seu DNA, cada uma tem sua persona de Employee Experience, tem seus “quês” que fazem aquele lugar ser único.


Divertido

Eu Tauana, acredito que devemos viver a vida mais leve. A pandemia nos deixou pesados, vivemos em tempos sombrios, talvez a pior crise da minha geração... não está fácil para ninguém... Por isso, é nosso dever tentar facilitar a vida das outras pessoas, fazer o que pudermos fazer para que a vida delas seja mais leve e isso deixará o mundo mais leve.


Recentemente reli o livro Theory Of Fun e me deparei com uma frase que me deixou muito pensativa:


"Acho curioso que, como pais, insistimos que as crianças tenham tempo para brincar, porque é importante para se desenvolver, mas em algum momento mudamos esse pensamento e o aprendizado passa a ser o oposto de brincar. Eu acho que trabalho e lazer não são tão diferentes assim."

Isso define nosso propósito de ser mais divertido. Por que nos divertimos em um Hobbie e no barzinho mas nas reuniões de trabalho temos que ser sérios? Por que se nos divertirmos muitos acham que não estamos trabalhando? Algumas empresas já estão mudando esse formato e tendo muito sucesso com isso. Com essa ambição nasce nosso propósito de transformar o trabalho em mais divertido.


Para mim, o mais difícil dos 3... e acho que por isso ele vem por último.


Retomando nosso cenário, nascemos de um dos principais estúdios de games do país, que trabalha essencialmente com diversão e criatividade e quem tem a diversão no seu DNA, porém assim como outras empresas, tem seus perrengues, mas procuramos sempre levar de forma mais leve (não, não é fácil inicialmente, mas quando você pega o jeito vale a pena).


Nesse pilar, queremos as pessoas que utilizem as nossas soluções se divirtam, que seja leve aprender, trabalhar, vender, se exercitar, seja qual for o desafio dela.


E é sobre isso! É sobre tentar se divertir na jornada e levar a vida mais leve.


Hoje a Team Upp é definida por esses três pilares. Eles falam muito sobre o que queremos para nós e para clientes. Não que o antigo não fosse bom, mas com esse eu consegui me identificar e agarrar ele como propósito.


Sei que não é fácil, e que essa jornada para transformar o trabalho em mais interativo, humano e divertido é longa. Mas assim como eu dizia em meus treinamentos de Design Thinking, plantamos algumas sementinhas por vez.


Nosso trabalho é como ajudar a manobrar o transatlântico dos nossos clientes, sabemos que uma ação única não vai mudar a cultura de uma grande corporação... mas vai dar o primeiro passo...


Finalizando... vivemos Lean, sempre em melhoria contínua e nos adaptando ao mundo e as pessoas.


Em breve... teremos novidades.

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